terça-feira, 11 de agosto de 2009

Leituras: Quem quer ser bilionário

Tal como na rubrica sobre filmes, só divulgo aqueles que li ou detenho um conhecimento alargado sobre a história e o autor. Por isso, as leituras recomendadas nem sempre são actuais ou as da moda.

Se viram o filme e gostaram leiam o livro. Se não viram mas gostariam de ver, a sua exibição está prevista no "Cineteatro Municipal João Mota" para dia 12 de Agosto. Se já viram e não gostaram, leiam o livro à mesma. A história não é coincidente em tudo o que se vê no filme. O livro é mais intenso, mais profundo e mais cativante. Recomendo vivamente!



Por que está Ram, um pobre empregado de mesa de Bombaim, na prisão?

a) Esmurrou um cliente
b) Bebeu demasiado whisky
c) Roubou dinheiro da caixa
d) É o vencedor do maior prémio de sempre de um concurso televisivo

A resposta certa é a alínea d).

Ram foi preso por responder correctamente às doze perguntas do concurso televisivo Quem Quer Ser Bilionário?.

Porque um pobre órfão que nunca leu um jornal ou foi à escola não pode saber qual é o mais pequeno planeta do sistema solar ou o título das peças de Shakespeare. A não ser que tenha feito batota.

Mas a verdade é que foi a própria vida a fornecer-lhe as respostas certas às dozes perguntas cruciais. Desde o dia em que foi descoberto num caixote do lixo que Ram revela instintos de sobrevivência infalíveis e aparatosamente criativos. Espantando uma audiência de milhões, serve-se dos seus conhecimentos de rua para arranjar respostas não só para o concurso televisivo mas também para a própria vida.

Na história do jovem Ram concentra-se toda a comédia, a tragédia, a alegria e a amargura da Índia moderna.

Quem Quer Ser Bilionário? foi o grande vencedor da 81.ª edição dos Óscares ao conquistar oito estatuetas, entre eles, o de Melhor Filme, Melhor Realizador (Danny Boyle) e Melhor Argumento Adaptado (Simon Beaufoy).

Para além de vencer nestas categorias, o filme baseado no romance homónimo de Vikas Swarup arrebatou também o Óscar para Melhor Fotografia (Anthony Dod Mantle), Melhor Montagem (Chris Dickens), Melhor Som (Ian Tapp, Richard Pryke e Resul Pookutty), Melhor Canção Original (“Jai Ho”, de A. R. Rahman) e Melhor Banda Sonora Original (A. R. Rahman).

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