domingo, 29 de novembro de 2009

Teatro Meridional



O Teatro Meridional é uma Companhia portuguesa vocacionada para a itinerância que procura nas suas montagens um estilo marcado pelo despojamento cénico e pelo protagonismo do trabalho de interpretação do actor, fazendo da construção de cada objecto cénico uma aposta de pesquisa e experimentação.

As principais linhas de actuação artística do Teatro Meridional prendem-se com a encenação de textos originais (lançando o desafio a autores para arriscarem a escrita dramaturgica), com a criação de novas dramaturgias baseadas em adaptações de textos não teatrais (com relevo para a ligação ao universo da lusofonia, procurando fazer da língua portuguesa um encontro com a sua própria história), com a encenação e adaptação de textos maiores da dramaturgia mundial, e com a criação de espectáculos onde a palavra não é a principal forma de comunicação cénica.

Realizou até à data 31 produções, tendo já apresentado os seus trabalhos em 17 países – Argentina, Bolívia, Brasil, Cabo Verde, Chile, Colômbia, Equador, Espanha EUA, França, Itália, Jordânia, Marrocos, México, Paraguai, Timor, Uruguai - para além de realizar uma itinerância  anual por Portugal Continental e ilhas.

Desde 1992, ano da sua fundação, os trabalhos do Teatro Meridional já foram distinguidos 22 vezes a nível nacional e 6 a nível internacional.

Fonte: www.teatromeridional.com

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Pearl S. Buck



É um cântico admirável de esperança e de confiança na vida este belo romance de Pearl Buck que temos a honra de publicar. Para além da sua harmonia formal e da segura organização da narrativa, essa qualidade avulta como um dos traços característicos de Há Sempre um Amanhã. Se toda a obra de Pearl S. Buck é animada por um optimismo construtivo, capaz de retirar da experiência humana a energia necessária para recomeçar permanentemente o itinerário da vida, neste livro pode dizer-se que é essa mensagem o núcleo central. Pearl Buck, a consagrada escritora norte-americana que o Prémio Nobel e o público universal celebrizaram, dá-nos em "Há Sempre um Amanhã" uma das manifestações mais brilhantes da sua carreira que, como se vê por este romance, continua em fase francamente ascensional, justificando o prestígio inalterável de que goza em todo o mundo.

Por, Livros do Brasil, Colecção dois mundos.




Filha de pais missionários presbiterianos, aos 3 anos de idade, em 1892, foi levada pelos pais para a China, onde foi criada. Estudou em Xangai até os quinze anos, tendo um preceptor confucionista, e trabalhou em um abrigo chinês para mulheres escravas e prostitutas. A China a marcou sensivelmente, e evoca a cultura chinesa na maioria de suas obras.

Estudou Psicologia nos Estados Unidos, em 1910, onde se formou em 1914, para depois retornar à China com a finalidade de lecionar na Escola Presbiteriana e cuidar da mãe doente. Casou-se com um especialista americano em agricultura que lá trabalhava. Sua primeira filha nasceu deficiente mental. Viveu na China até a Guerra Civil, no fim da década de 1920, quando, em 1934 foi removida para o Japão e de lá para os Estados Unidos da América, nunca mais retornando à China, tendo ficado desgostosa da política chinesa após a guerra.

Mestre em Literatura pela Universidade de Cornell em 1926, escreveu em 1930 Vento Leste, Vento Oeste, que obteve grande reconhecimento da crítica. Sua obra A Boa Terra, de 1931, vendeu 1,8 milhão de cópias somente no primeiro ano e, por ela, recebeu o Prémio Pulitzer em 1932. Recebeu o Nobel de Literatura de 1938.

Escreveu mais de 110 livros e várias novelas de rádio. Era contemporânea de Sinclair Lewis e Eugene O'Neil, dois grandes escritores norte-americanos. Era tão prolífica que em 1945 escreveu cinco livros e duas novelas de rádio. Muitos de seus livros foram transformados em filmes. Seu estilo combinava prosa bíblica com a saga narrativa chinesa, cuja vida e ambiente eram constantemente presentes em suas obras.

Seu tema mais recorrente era sobre o amor interracial. Seu livro A Flor Escondida tem o mesmo insight da ópera Madame Butterfly, pois a história narra os problemas de uma família japonesa cuja filha se enamora por um soldado americano. Vários de seus livros foram escritos sob o pseudônimo de John Sedges.

Amiga de Eleanor Roosevelt, advogou muito pelos direitos que deveriam ser concedidos às mulheres e pela igualdade racial, bem antes dos movimentos dos direitos civis, nos Estados Unidos. Fundou e dirigiu o "Movimento de Auxílio à China". Pearl S. Buck fez com que a China moderna se tornasse compreensível para os povos ocidentais. Morreu em 1973, aos oitenta anos.

Informações recentes dão conta que, na verdade, nunca conseguiu voltar à China, porque até poucos meses antes de sua morte, o governo chinês ainda lhe negava um visto de entrada, por ela ser considerada 'agente imperialista', e a queda de Mao ocorreu em 1976. Seus livros mostram aquilo de que os próprios chineses ainda não tocam bem: A China rural, de estrutura ainda medieval, na época, o desdém pelas mulheres, a hierarquia da vida em família. Atualmente, os chineses se empenham na sua reabilitação, tanto que em sua antiga residência, na cidade de Zhenjiang, próximo de Xangai, o governo chinês forma um museu em sua homenagem.

Obras principais

Romances:

East Wind: West Wind(1930) (Trad. "East Wind, West Wind|Vento Leste, Vento Oeste")
The House of Earth (Trad. "A Casa da Terra") - formado pela trilogia:
The Good Earth (1931) (Trad. "A Boa Terra" ou, no Brasil, "Terra dos Deuses")
Sons (1932) (Trad. "Os Filhos de Wang Lung")
A House Divided (1935) (Trad. "A Casa Dividida")
The Mother (1933) (Trad. "A Mãe")
Fighting Angel (1935) (Trad. "O Anjo Guerreiro") - biografia de seu pai Absalom Sydenstricker
The Exile (1936) (Trad. "A Exilada") - biografia de sua mãe Caroline
The Patriot (1939) (Trad. “O Patriota”)
This Proud Heart (1938)
Other Gods (1940)
China Sky (1941)
Dragon Seed (1942) (Trad. “A Estirpe do Dragão”[1])
The Promise (1943)
The Townsman (1945) – sob o pseudônimo de John Sedges
Portrait of a Marriage (1945) (Trad. "Retrato de um Casamento")
Pavilion of Women (1946) (Trad. "Pavilhão de Mulheres")
The Angry Wife (1947) – sob o pseudônimo de John Sedges
Peony (1948)
The Big Wave (1948)
A Long Love (1949) – sob o pseudônimo de John Sedges
God's Men (1951)
The Hidden Flower (1952) (Trad. “A Flor Escondida”)
Come, My Beloved (1953)
Voices in the House (1953) – sob o pseudônimo de John Sedges
My Several Worlds (1954) (Trad. "Meus Diversos Mundos")- autobiografia.
Imperial Woman (1956) (Trad. "A Mulher Imperial")
Letter from Peking (1957) (Trad. "Cartas de Pequim")
Command the Morning (1959)
Satan Never Sleeps (1962)
A Bridge for Passing (1962) - autobiográfico
The Living Reed (1963)
Death in the Castle (1965) (Trad. “Morte no Castelo”)
The Time Is Noon (1966)
Matthew, Mark, Luke and John (1967)
The New Year (1968)
The Three Daughters of Madame Liang (1969) (Trad. “As três filhas da Sra. Liang”)
Mandala (1970)
The Goddess Abides (1972)
All Under Heaven (1973) (Trad. “Debaixo do Céu”)
The Rainbow (1974)

Não ficção:

Of Men and Women (1941)
How It Happens: Talk about the German People, 1914-1933, com Erna Pustau (1947)
The Child Who Never Grew (1950) (Trad. "A Criança que nunca cresceu") - sobre a filha excepcional.
For Spacious Skies (1966)
The People of Japan (1966)
The Kennedy Women (1970)
China as I See It (1970)
The Story Bible (1971)
Pearl S. Buck's Oriental Cookbook (1972)

Contos:

The First Wife and Other Stories (1933) (Trad. “A Primeira Mulher e outras Histórias”)
Today and Forever: Stories of China (1941)
Twenty-Seven Stories (1943)
Far and Near: Stories of Japan, China, and America (1949)
Fourteen Stories (1961)
Hearts Come Home and Other Stories (1962)
Stories of China (1964)
Escape at Midnight and Other Stories (1964)
The Good Deed and Other Stories of Asia, Past and Present (1969)
Once Upon a Christmas (1972)
East and West Stories (1975)
Secrets of the Heart: Stories (1976)
The Lovers and Other Stories (1977)
Mrs. Stoner and the sea and others works (1978) (Trad. "A Sra. Stoner e o mar")[2]
The Woman Who Was Changed and Other Stories (1979)

Fonte: Wikipédia