domingo, 14 de fevereiro de 2010

Grutas do Frade e Zambujal

Gruta do Frade


A Gruta do FRADE é a última grande descoberta dos Espeleólogos Sesimbrenses. Se a Gruta do Zambujal era a Pérola da Espeleologia a Sul do Tejo, então a recente Gruta do Frade é um autêntico Tesouro Subterrâneo e quem sabe, talvez a mais bela gruta do país, a sul do Tejo.

A exploração da gruta data de há três anos atrás, mas o NECA já conhecia a sua existência devido a prospecções efectuadas de barco ao longo da costa. A entrada da cavidade, voltada a sul, situa-se perto do nível médio das águas do mar e, já na altura da primeira exploração, suscitou a surpresa dos espeleólogos.

Uma corrente de ar detectada numa diminuta passagem despertou a curiosidade dos exploradores que resolveram levar para a frente a desobstrução. A necessidade de usar martelo pneumático, a instalação de cabos de aço com roldanas para o transporte de material e o difícil acesso á cavidade fizeram com que os trabalhos fossem sendo adiados ...

A desobstrução realizada no dia 21 de Junho de 1999 iria revelar um conjunto de salas e galerias drapejadas de concreções de pureza e beleza inauditas. Um complexo subterrâneo intacto, porque encerrado até então ao Homem, e cujos espeleólogos já exploraram numa extensão que torna a cavidade na maior gruta existente a sul do Tejo. A maior e certamente a mais bela.

Segundo Francisco Rasteiro, o desenvolvimento total até agora, explorado ronda os dois quilómetros de extensão, por entre complexa rede de galerias e cerca de duas dezenas de salas ( algumas com lagos de água salgada e sifões ), de que se destacam a das Tubulares, da Torre de Pisa, das Bandeiras, dos Gours e das Bolas. A maior sala mede cerca de 50 por 50 metros e 30 de altura.

A descoberta protagonizada por Francisco rasteiro, João da Luz, Rui Francisco e Jorge Ribeiro manteve-se secreta por algum tempo devido à especturalidade e imprescindível necessidade de preservar o achado de eventuais destruições como aconteceu na Gruta do Zambujal.

A Gruta só foi visitada, até hoje, por poucas pessoas e cada incursão exige cuidados especiais, que se estendem inclusivamente ao vestuário. A conservação da Gruta do FRADE é primordial para proteger a riqueza impar dessa cavidade no tocante à variedade e raridade das concreções. Tudo deve ser feito par preservar uma das mais belas, senão a mais bela, Gruta do País e evitar erros do passado.


Gruta do Zambujal


A Gruta do Zambujal foi descoberta em 1978, após um rebentamento, efectuado numa pedreira, onde se encontra.
Imediatamente se gerou à volta da defesa da Gruta, uma escaldante controvérsia, uma vez que se temia, que a mesma, fosse subitamente alvo de uns quilos de gel amonite, que a arrasariam por completo. Tudo isto devido aos interesses económicos da exploração de calcário e britas, versus a Potencial Peça de Património Natural.

O encanto e deslumbramento motivado pelas suas formações cristalinas era tal, que toda a espécie de curiosos e vândalos iniciou um voraz ataque, de tal forma, que passados dois dias pós descoberta, já era possível adquirir recordações nas filas da Ponte sobre o Tejo.

Apesar de toda a querela e burocracia que foi necessário ultrapassar, foram prontamente contactadas as Autoridades Locais e conseguiu-se a visita "in locu" e exploração sumária. Efectuada pelos geólogos Georges Zbyszewski e Octávio da Veiga Ferreira e mais tarde da Associação Portuguesa de Investigação Espeleológica.

Estas entidades rapidamente emitiram pareceres, consumados em relatórios, que confirmaram, que a Gruta do Zambujal, possuía um especial interesse no panorama Nacional, que a transformava na " Pérola da Espeleologia a Sul do Tejo ".

Por tudo isto, e pela primeira vez em Portugal, foi-lhe dado o estatuto de Sítio Classificado de Interesse Espeleológico ( Decreto-Lei nº 140, de 21 de Maio ). Foram então colocados guardas junto das duas entradas conhecidas, montados gradeamentos, mas esqueceu-se um pequeno detalhe de soberba importância, a Climatologia da Gruta, a sua temperatura, a humidade, a oxigenação, não foram acauteladas e os estragos, mesmo sem a presença humana, foram operando os seus estragos.

E toda aquela preciosidade e majestade da Gruta: as suas enormes dimensões ( comparativamente com as outras cavidades conhecidas á data ), a enorme profusão de estalagmites, estalactites, colunas, excêntricos, o chão atapetado, quase tudo cristalino e transparente, a grande percentagem de formações em Aragonite hialina, foram-se degradando com a incúria dos homens.

Fonte: CMS

sábado, 6 de fevereiro de 2010

A Mancha Humana, de Philip Roth


Durante o turbulento Verão do escândalo Lewinsky, Coleman Silk, decano universitário, vê como a sua reputação e a sua carreira são arruinadas por proferir uma expressão pouco afortunada num momento inoportuno. Como numa nova caça às bruxas, a febre do politicamente correcto desata consequências devastadoras. Mas a verdade sobre Coleman não é a escandalosa relação que mantém com a misteriosa Faunia, que tem menos de metade da sua idade, nem o seu alegado racismo e misoginia, mas um segredo que não conhecem nem a sua mulher, nem os seus quatro filhos, nem os seus colegas, nem os seus amigos. Coleman ver-se-á forçado a mostrar a sua autêntica identidade antes que seja tarde demais...


Philip Roth nasceu em Newark, Nova Jersey, em 1933. É um dos autores contemporâneos mais galardoados: dois dos seus romances ganharam o National Book Award; outros dois foram finalistas, dois ganharam o prémio do National Book Critics Circle, e outros dois foram finalistas. Obteve igualmente o Pulitzer e dois prémios PEN Club. A Mancha Humana (2001) é uma das suas obras-mestras. Outros títulos destacados são Complexo de Portnoy, Património, Teatro de Sabbath, O Animal Moribundo, Pastoral Americana, Casei com um Comunista, A Conspiração contra a América e Todo-o-mundo.

Prémio Médicis 2002; Prémio Britain's W. H. Smith; American PEN/Faulkner - Estamos em 1998, ano em que a América é lançada num furor libidinoso pelo processo de impugnação de um presidente e numa pequena cidade de Nova Inglaterra decorre o último ano da vida de Coleman Silk, um professor compulsivamente reformado, aviltado e viúvo e cujo trágico desmascaramento se desenrola contra o pano de fundo das revelações sobre Clinton. Este romance pungente, avassalador e completamente absorvente não tem paralelo em nada do que Philip Roth jamais escreveu: é um magnífico sucessor da "Pastoral Americana" e "Casei com um Comunista".

Em 1997 Philip Roth ganhou o Prémio Pulitzer com Pastoral Americana. Em 1998 recebeu a Medalha Nacional de Artes da Casa Branca e em 2002 o mais alto galardão da Academia Americana de Artes e Letras, a Medalha de Ouro da Ficção, anteriormente atribuída a John dos Passos, William Faulkner e Saul Bellow, entre outros. Ganhou duas vezes o National Book Award, o PEN/Faulkner Award e o National Book Critics Award.

Em 2005, A Conspiração Contra a América recebeu o prémio da Sociedade de Historiadores Americanos pelo “excepcional romance histórico sobre um tema americano relativo a 2003-2004” e foi nomeado como Melhor Livro do Ano pela New York Times Book Review, San Francisco Chronicle, Boston Globe, Chicago-Sun Times, Washington Post Book World, Times, Newsweek e muitas outras publicações periódicas. A Conspiração Contra a América conquistou o W.H. Smith Award para o Melhor Livro do Ano, fazendo de Roth o primeiro escritor, nos 46 anos de história do prémio, a conquistá-lo duas vezes.

Em 2005, Roth tornou-se também o terceiro escritor americano vivo a ter a sua obra publicada numa colecção completa e definitiva pela Library of America. A publicação do último dos oito volumes está prevista para 2013.

Recentemente recebeu dois dos mais prestigiados prémios do PEN: em 2006 o PEN/Nabokov e em 2007 o PEN/Saul Bellow de Consagração na Ficção Americana, dado ao escritor cujo apuro ao longo de uma carreira sustentada o coloca ao mais alto nível da literatura americana.

Fontes: http://p-leituraseopinioes.blogspot.com
http://www.portaldaliteratura.com